O Governo do Distrito Federal (GDF) repete o mesmo enredo de 2015. O secretário adjunto de Relações Institucionais Igor Tokarski foi o emissário do GDF para anunciar uma reunião na qual o governador Rodrigo Rollemberg apresentaria às lideranças sindicais as contas do governo. A mera lembrança do processo atabalhoado e desrespeitoso estabelecido pelo governo na discussão com os servidores em 2015 levou os que ocupavam as galerias à vaia.

Quem define se a terceirização feita por meio da entrega da gestão pública a Organizações Sociais no Distrito Federal é o Tribunal de Contas local. A afirmação foi feita pelo presidente do TCDF, Renato Rainha, ao presidente do Sindicato dos Médicos do DF, Gutemberg Fialho e ao vice, Carlos Fernando, em audiência pública nesta quinta-feira (22).

As condições caóticas de trabalho e as impropriedades na gestão de pessoas cometidas no âmbito do governo e, em especial, da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) foram objeto da audiência de representantes da direção do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) com o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT) do Distrito Federal e Tocantins, Alessandro de Miranda, na quarta-feira (21).

A disponibilidade de leitos hospitalares no governo Rollemberg é mais um indicador de baixa efetividade da gestão. Reportagem publicada no Correio Braziliense da segunda-feira (19), indica a diminuição de 432 leitos de internação entre 2010 e 2015. A situação é mais grave do que aparenta ser. Não se trata de uma progressão anual constante, mas de uma queda abrupta desde a posse do atual governador.

O deputado distrital Wellington Luiz é o entrevistado desta noite, na TV SindMédico. Ele conversa com o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, sobre o andamento da CPI da Saúde, que ele preside, após a revelação das gravações que provocaram a saída da mesa diretora e de integrantes da CPI. Confira!

O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) apoia a realização da II Caminhada pela Vida, que é uma realização da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pela Associação Psiquiátrica de Brasília (APBr), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), marco da campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio.

Levantamento feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2012, aponta 800 mil casos de suicídio por ano em todo o mundo. No Brasil, os casos chegam a 12 mil a cada ano. Além de se preocupar com a incidência crescente de suicídios nas cidades, os médicos têm que atentar para a gravidade ainda maior do problema em meio aos profissionais da área.

A situação é ainda pior quando os profissionais da medicina são colocados na berlinda. A incidência de suicídios entre médicos é 141% maior do na média dos homens que desempenham outras funções. As mulheres que desempenham a atividade são ainda mais afetadas: o número varia entre duas vezes e meia a quatro vezes mais do que em outros grupos profissionais.

Segundo estudos da Fundação Americana para Combate ao Suicídio, os profissionais da medicina são mais suscetíveis a atentar contra a própria vida do que a população em geral. O estudo se refere à população médica dos Estados Unidos, mas os fatores que levam a essa situação não são estranhos aos brasileiros: altos níveis de estresse; noites mal dormidas; pouca independência na tomada de decisões e a exposição a cargas emocionais extremas. Nos EUA, a cada ano, 300 a 400 médicos cometem suicídio.

Segundo a ABP, é necessária uma estratégia multissetorial e abrangente, com apoio das comunidades e das instituições sociais, políticas e privadas, que devem oferecer apoio às pessoas vulneráveis, lutar contra o estigma e dar suporte àqueles que estão em luto pelo suicídio de alguém próximo.

A II Caminhada pela Vida vai ser realizada no dia 25 de setembro, a partir das 9h, com concentração no estacionamento 12 do Parque da Cidade Sarah Kubitschek.

O governo Rollemberg continua sua escalada de desmandos e desacertos. O servidor público continua sendo alvo má vontade e da inépcia da equipe de gestão nomeada pelo atual governante. A mais recente infelicidade cometida pela equipe que ocupa o Palácio do Buriti foi o Decreto n° 37.610, publicado em 06 de setembro, que altera o Decreto nº 34.023, de dezembro de 2012, sobre afastamentos do trabalho por motivos de saúde.

Com uma redação confusa e sem revisão gramatical, o texto tem uma série de “pegadinhas”, que, é claro, podem prejudicar os servidores públicos. É sobre esse decreto e outros temas que o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, fala hoje, às 20h, no programa semanal da TV SindMédico.

O programa será transmitido, ao vivo, no Facebook e aqui na página eletrônica do SindMédico-DF.

O deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) é o idealizador e maior articulador da Frente Parlamentar da Medicina (FPMed). Para ele, a mobilização política dos médicos é crucial para a classe enfrentar os desafios que estão à frente.

Hoje, às 20h, na TV SindMédico, Mandetta fala de médicos na política, do Programa Mais Médicos, de formação médica, Ebserh e muito mais. Nem o atual ministro da Saúde escapa das críticas do parlamentar.

Não perca!

Nesta terça-feira (06), líderes sindicais do Movimento Sindical Unificado em Defesa do Servidor Público do Distrito Federal se reuniram no SindMédico, para traçar atividades de paralisação única diante da não resposta do Governo quanto ao não pagamento das parcelas dos reajustes salariais de 2015.

Para tratar especificamente sobre o assunto junto ao GDF, uma carta solicitando audiência com o Governador Rodrigo Rollemberg, foi entregue ao Palácio do Buriti no dia 24 de agosto e recebida por Fabrício Moser, da Casa Civil, no entanto, não houve retorno de resposta.

A contra-resposta do Movimento Sindical Unificado é parar tudo. Confira o calendário de atividades para os meses de setembro e outubro:

  • Dia 13/09: Reunião do grupo na Frente Parlamentar em Defesa do Servidor Público no Senado;
  • Dia 20 ou 22/09: Audiência pública na CLDF;
  • Dia 07/10: Ato público com paralisação geral.

Para Gutemberg Fialho, Presidente do SindMédico, o Governo tem uma dívida com os servidores do DF e sua não resposta poderá implicar em agravos e mais prejuízos para a população.

Nesta segunda-feira (05), no Ministério da Defesa (MD), médicos civis do Hospital das Forças Armadas (HFA) e SindMédico reuniram-se para discutir a reivindicação do movimento grevista.

Ao acolher a pauta, o General Joaquim da Silva e Luna, Secretário Geral do MD, prometeu encaminhar oficialmente os dados orçamentários para Augusto Chiba, Secretário de Gestão de Pessoas e Relações do Trabalho, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

A partir daí, as planilhas de custeio serão analisadas, com o objetivo do remanejamento de verba na tentativa de viabilizar o aumento da categoria no Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), sem reajuste há cinco anos.

Para Dr. Guimarães, do comando de greve do HFA, o reajuste no PCCS corresponde a 20% a menos dos gastos com terceirizados. “Hoje, os salários do HFA não são atrativos. Os médicos tomam posse, mas, não ficam.”, pontualiza ele.

De fato, a reivindicação dos médicos civis está tendo boa receptividade tanto no MPOG quanto no MD, cuja resposta será dada no prazo máximo de 45 a 60 dias. “Isso é um bom sinal!”, finaliza Gutemberg Fialho, Presidente do SindMédico.

O diretor do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), José Adorno, acredita que o aprimoramento do diálogo e dos protocolos de atendimento vão mitigar os problemas e melhorar as condições de trabalho e de assistência naquela unidade de saúde. Enquanto a gestão não consegue implementar essa proposta, médicos e demais servidores e pacientes amargam uma situação que beira o insuportável.

Na noite da sexta-feira (2), o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, recebeu médicos clínicos do HRAN, junto com gestores, para discutir os problemas e buscar soluções. Estiveram presentes o coordenador da Clínica Médica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-DF), André Albernaz Ferreira, a diretora de Urgência e Emergência da SES, Julister Maia de Morais, a gerente de Apoio Diagnóstico e Assistência Multidisciplinar do HRAN Moema Campos, além do próprio Adorno.

A rotina dos clínicos do hospital para começar o plantão começa com concentração e exercício de respiração para buscar calma e paz interior para suportar as horas de sobrecarga de trabalho e de agressividade de pacientes descontentes. A primeira tarefa, segundo os relatos, é localizar uma cadeira para poder se sentar no consultório. Por vezes, os clínicos também têm que pedir à chefia da enfermagem para liberar a sala para poderem trabalhar e dar vazão à fila.

Quando finalmente começa o plantão

Ao assumir o plantão começa a confusão. Em relato feito por uma médica sobre um de seus plantões noturnos, havia 50 pacientes internados nas alas do pronto-socorro sem evolução e prescrição. No box de emergência, onde a capacidade é de seis pacientes, havia nove. Isso obrigava a alternar a monitorização. Dos sete intubados, dois não estavam sob efeito de sedação por falta de Midazolam. Não raro, eles passam dias e dias, como se ali funcionasse uma UTI.

Desde a segunda quinzena de agosto o box de emergência está sem telefone, o que impede o fluxo normal de ligação para a central de regulação, para familiares, para a central de captação de órgãos.

Enquanto isso, apesar dos corredores tomadas por macas e cadeiras, continua a demanda para atender quem aguarda na porta, apesar de não haver pessoal suficiente para cuidar deles e dos internados. A equipe da classificação de risco manda entrar e os pacientes cruzam os braços nas portas dos consultórios, ameaçam, seguram, não deixam nem usar o sanitário ou tomar água.

Os médicos perguntam: qual é a prioridade? Quem deve ser atendido e quem deve deixar de ser? De quem é a reponsabilidade por quem não consegue atendimento?  A orientação básica é registrar tudo o que acontece no livro de ocorrências do setor. O responsável técnico direto deve ser acionado em casos acima da capacidade resolutiva do médico.

Ações mais assertivas são necessárias

Os recursos do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (PDPAS) já estão sendo usados até o limite máximo para aquisição de cada material e medicamento que falta. A falta de filme para exame de Raio-X se deve a um descompasso entre a necessidade existente e a instalação do sistema de digitalização. Falta tomografia e a endoscopia não funciona porque falta glutaraldeído para desinfecção dos equipamentos.

No final de semana após a reunião, um paciente de 56 anos, portador de um tumor na parede torácica foi atingido por destroços de uma parte do forro do teto que cedeu em função de uma infiltração.

Com certeza o bom fluxo da comunicação e protocolos bem estruturados podem ajudar a melhorar a situação no HRAN. Mas enquanto a Secretaria de Saúde não voltar a pagar as gratificações cortadas dos servidores admitidos depois de 2014 e não contratar médicos e outros profissionais em número suficiente, as filas dos pacientes, dos demissionários e dos servidores adoecidos vão aumentar.

Os estudantes de medicina da Universidade de Brasília suspenderam a greve, depois de nove dias, na assembleia da noite de sexta-feira (2). Na manhã daquele dia, uma centena de se concentrou em frente ao Parque Cidade Corporate, no Setor Comercial Sul de Brasília, prédio onde fica a sede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Lá dentro, representantes do Comitê de Greve se reuniram com o presidente da Ebserh, Kleber de Melo Morais, o superintendente do Hospital Universitário de Brasília, Hervaldo Sampaio Carvalho e o diretor da Faculdade de Medicina da UnB, Paulo César de Jesus. A conversa não foi resolutiva, mas houve promessas de busca de soluções.

Segundo a coordenadora do Centro Acadêmico de Medicina da UnB, Talyta Araújo, outras faculdades da área da saúde estão se articulando e existe uma disposição de união dos cinco centros acadêmicos das faculdades de medicina do DF para discutir as lutas comuns.

A Associação de Estudantes de Medicina do Distrito Federal (AEMED-DF) divulgou nota de apoio aos estudantes e médicos residentes na luta por condições de funcionamento e ensino no HUB e reafirmou a necessidade de reabertura da discussão dos contratos organizativos de ação pública (COAPES) de todas as instituições de ensino médico e nas outras especialidades da saúde no DF. A AEMED reivindica a participação dos estudantes nas discussões sobre os COAPES.