Chapa 2 vence na AMBr e Chapa 1 na AMB

Passada a disputa, a união em torno das causas da classe médica é palavra de ordem

O cirurgião plástico Ognev Cosac é o presidente eleito da Associação Médica de Brasília (AMBr) e vai dirigir a entidade até 2020, sucedendo o atual presidente, Luciano Carvalho.

Em uma disputa acirrada, 1.107 médicos votaram e, após um dia considerado “sem incidentes e tranquilo”, a Chapa 2, comandada por Ognev, angariou 568 votos, contra 521 da Chapa 1, que tinha à frente o Anestesiologista Jorge Araújo. Também houve cinco votos em branco e 13 nulos.

Qualquer fosse o resultado desta eleição, o que venha a ser nas eleições vindouras das demais entidades médicas, passado o período de disputa eleitoral, a palavra de ordem é união, pois as muitas frentes de luta em defesa do médico e da medicina tanto no serviço público, quanto na saúde suplementar, em nível local e nacional.

Diferente do que ocorreu na AMBr, a eleição da Associação Médica Brasileira (AMB) – também encerrada ontem – não foi tão tranquila. Com a eleição em São Paulo judicializada pela Associação Paulista de Medicina (APM), os votos dos médicos daquele estado não foram contabilizados e a Chapa 1, encabeçada pelo cirurgião geral Lincoln Lopes Ferreira, ficou com 72,99% dos votos válidos.

“Quem é engajado no movimento médico sabe que as disputas internas são normais, saudáveis, mas devem ser pontuais. Os desafios que estão postos à frente da classe médica são enormes tanto nas questões da prática médica quanto no âmbito político e nisso temos que caminhar alinhados, independentemente da posição ou cargo ocupado”, destaca o vice-presidente do Sindicato dos Médicos do DF, Carlos Fernando, que compunha a Chapa 1 da disputa pela direção da AMBr.

“Desejamos sucesso à equipe do Dr. Ognev nesse caminho que vamos trilhar, em cada uma das entidades, em benefício da classe médica e da medicina”, cumprimenta Carlos Fernando.

Para o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, a participação dos médicos nas entidades tem que ser cada vez maior e reforçar a politização da classe médica, com vistas ao resgate e à defesa da dignidade profissional. “Parabéns ao Ognev e sucesso em sua gestão”, deseja o Dr. Gutemberg.

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