SindMédico-DF e OAB-DF debatem surto no sistema prisional e socioeducativo

Após mais de 2 mil presidiários contraírem doenças de pele, SindMédico-DF participa de reunião com Comissão de Direitos Humanos da OAB-DF para tratar do problema.

O presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, e o diretor Jurídico, Antonio José dos Santos, participaram de debate promovido pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB/DF), na noite desta quarta-feira (09), sobre formas de combate às infecções que estão assolando os internos dos sistemas prisional e socioeducativo do Distrito Federal. Foram detectados mais de 2 mil casos de escabiose, tineas, ptiríase e furunculoses em cinco unidades. Também participou da discussão a infectologista Flávia Costa.

Na reunião, que deve se repetir em busca de uma solução para o problema, o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, destacou que a situação é grave e não ocorre apenas no sistema prisional e socioeducativo do DF. “Estivemos no HRT e lá foi denunciado que muitos pacientes estão com miíase por conta da presença de moscas e outros insetos no hospital”, contou. “O principal problema deste tipo de doença é que ela pode levar a outras patologias. E é por isso que estamos aqui, porque também esse compromisso social de tentar buscar saídas para essa doença”, apontou também.

A falta de estrutura adequada nos presídios e as condições insalubres a que está submetida a população carcerária da Papuda foram apontadas por todos os presentes como o principal fator para o surto da doença. 

Ao fim do debate, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF, Daniel Muniz, destacou que outros encontros deverão ser realizados, com o mesmo grupo, para encontrar uma saída efetiva para o problema. “Nosso objetivo aqui hoje era colher informações. Agora, daremos continuidade ao trabalho até encontrar uma saída”, afirmou.

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