Médico sustenta UBS Café sem Troco, no Paranoá

Em visita do presidente do SindMédico-DF, na tarde desta segunda-feira (07), ficou constatado que falta de quase tudo na unidade de Saúde.

 A Unidade Básica de Saúde (UBS) Café sem Troco, do Núcleo Rural do Paranoá, só funciona graças à boa vontade do único médico da unidade. Desde que a unidade foi inaugurada, em 2012, ele se esforça para não deixar a comunidade, de mais de 12 mil habitantes, sem atendimento. E isso com um detalhe: nem água potável existe no local. O caminhão pipa, que até semana passada entregava a água, parou de circular por não atender a pré-requisitos da nova legislação para a prestação do serviço.

Na lista de esforços pessoais, alguns envolvendo também a enfermagem e agentes comunitários, estão a compra de um sonar fetal, no valor de R$ 800, e o pagamento mensal da internet, ao custo de R$ 60. Além disso, ressaltou o médico ao presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, o ventilador (que ameniza os dias mais quentes, já que o local não tem ar-condicionado), é fruto da doação de um das enfermeiras da UBS. É a única forma disponível para mitigar o calor. Também não há telefone no local: problema que ocorre há anos e é motivo frequente de reclamação dos pacientes. 

O trabalho externo é outro drama: não há carro da SES-DF para as visitas à comunidade. Por isso, o médico da unidade empresta seu veículo particular para cumprir a difícil missão (quase impossível) de não deixar os moradores do Núcleo Rural sem a garantia constitucional de acesso à saúde pública.  Também é persistente na unidade de Saúde a falta de medicamentos, até os mais básicos, como anti-inflamatórios. 

O caso já está sob análise do Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Dr. Gutemberg relatou, ainda nesta segunda-feira (07), a persistência dos problemas da denúncia original.

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